sexta-feira, 19 de outubro de 2007

[P:17] Turismo exige mais rigor e preservação da paisagem

Manuel Vitorino, Leonel de Castro

Sem a preservação da paisagem não há turismo, dizem, a várias vozes, empresários, dirigentes da Liga dos Amigos do Alto Douro Vinhateiro, investigadores, agentes turísticos. Todos estão de acordo na "urgente" necessidade de acautelar o "honroso título" atribuído pela Unesco. Se possível, sem "foguetório" e discursos ocos e sem sentido. Antes com projectos que permitam devolver a esperança de quem se habituou a viver e deseja um futuro melhor para a região. "O Douro não são só as quintas e os vinhedos. Por detrás dos socalcos, existe muita pobreza", traduz Gaspar Martins Pereira, investigador e director do Museu do Douro.Mas o turismo será a receita mágica para inverter os fracos índices de desenvolvimento da região vinícola, a tábua de salvação do Douro? "A região tem enorme potencial, atractividade, uma paisagem única no Mundo. Mas há coisas inadmissíveis a Estação de Tratamento de Águas Residuais de Lamego destila cheiros nauseabundos. Provavelmente, foi mal construída e os atentados ao ambiente sucedem-se com total impunidade. Como é possível?", interroga-se Laura Regueiro, vice-presidente da Liga dos Amigos do Alto Douro Vinhateiro/Património Mundial. A empresária da Quinta Casa Amarela, situada em Cambres, às portas de Lamego, gostava de ver o território ordenado e com mais planeamento. "O vinho é a âncora para atrair investimentos, mas temos de retirar as sucatas, o ferro-velho dos montes e vales. Enquanto tal não acontecer, estamos a hipotecar o futuro", garante a activista.Resort encalhadoO empresário Mário Ferreira, porventura o mais dinâmico investidor da região duriense, sonha em ir à lua. Já pertence ao clube dos 100 fundadores dos voos espaciais, organizados pela Virgin Galactic, e fundou a empresa "Caminho das Estrelas". Em terra, o Douro continua a causar-lhe alguns dissabores. O seu mais emblemático projecto, Douro Marina Hotel, um "resort" de luxo, continua encalhado devido aos problemas ambientais levantados pelo IPPAR-Instituto Português do Património Arquitectónico. Ao JN, deixou outras mágoas "O Douro tem enormes potencialidades de crescimento. Tenho ideias e projectos, mas no Douro está quase tudo por fazer. As aldeias não são preservadas e existem construções de duvidoso enquadramento estético. A estas coisas, o IPPAR não está atento. Só emperra aquilo que não deve", observou.O dono do "Vintage House" , no Pinhão, aposta forte na dinamização turística da região e não desistiu de levar por diante o resort de luxo no vale do Douro "O projecto é de interesse nacional. Mas os senhores do IPPAR levantam obstáculos infundados. As pessoas não têm a noção dos prejuízos causados", insiste.Verba irrisóriaJorge Osório, presidente da Região de Turismo Douro Sul, conhece como poucos a região e, actualmente, os projectos abrangidos pelos programas comunitários ocupam-lhe uma parte do tempo. Por uma razão simples "São uma forte alavanca para o desenvolvimento. Mas tem faltado complementaridade, articulação das políticas. Por isso, tenho grandes expectativas na Unidade de Missão para o Douro", adiantou."O vinho é a base do turismo, mas os políticos não podem continuar com promessas. Sócrates veio ao Douro e anunciou 315 mil euros para a divulgação da região. É irrisório e, por isso, o Douro continua a ser uma região deprimida. Se distribuíssem um por cento daquilo que dão para o Algarve ou à Madeira, já fazíamos um brilharete", conta Filipe Mergulhão, da Quinta Casal Agrícola de Cevêr, uma unidade de turismo rural em Santa Marta de Penaguião.Neste deve e haver sobre uma paisagem cultural única, fica uma certeza o turismo é um sector capaz de ajudar a transformar a região. Está, porém, quase tudo por fazer: incompreensivelmente, há postos de turismo encerrados (o da Régua só abre quando Deus quer...), falta gente qualificada para servir na hotelaria e restaurantes com menús em inglês, guias turísticos conhecedores e com indicações úteis para transmitir. O vinho só será o grande embaixador se os turistas forem bem recebidos e mantiverem sempre o desejo de saborer um "vintage" na região demarcada mais antiga do Mundo.
turismo exige mais rigore preservação da paisagem
Fonte Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro

http://jn.sapo.pt/2006/10/01/norte/turismo_exige_mais_rigore_preservaca.html

[P:16] São Paulo se consolida como destino internacional de eventos

Congressos científicos e técnicos e eventos esportivos internacionais, captados com o apoio da Embratur, atraem visitantes que gastam em média 112,9 dólares por diaSó no mês de outubro, mais dois grandes congressos internacionais foram captados para o país, com o apoio da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo). Com a realização dos eventos, o Brasil alcança papel de destaque no cenário mundial.São Paulo, líder entre as cidades que recebem congressos internacionais, será palco, em 2008, do Encontro Mundial de Turismo de Aventura - maior evento do setor e de ecoturismo já realizado no país. São esperados neste encontro 600 participantes, 40% estrangeiros. A previsão de gastos dos participantes estrangeiros, durante os quatro dias do evento, é de US$ 81.288,00*.Outro estado que será contemplado com um grande evento internacional será a Bahia. Em 2010, Salvador receberá o Congresso Mundial da FDI - World Dental Federation, maior evento da área de odontologia do mundo, realizado há mais de 100 anos. O FDI destaca-se ainda pelo potencial econômico dos participantes e, considerando a presença de 10 mil visitantes, sendo 50% estrangeiros, a previsão de gastos de participantes estrangeiros é de R$ 6.120.350,00*.Liderança latino-americanaPara Flávia Malkine, coordenadora geral de Turismo de Negócios da Embratur, os eventos internacionais geram renda, empregos e benefícios para as cidades que os sediam, dinamizando a cadeia econômica diretamente ligada ao setor. "A expectativa é que, além da participação nos eventos, os visitantes estendam sua permanência para conhecer outros destinos no Brasil".Em 2006, o Brasil foi sede de 207 encontros internacionais garantindo, assim, a 7ª posição no ranking da ICCA (International Congress and Convention Association), a principal associação internacional do segmento. O Brasil ainda se manteve como o melhor colocado no ranking entre todos os países latino-americanos e o segundo melhor das Américas - atrás apenas dos Estados Unidos.Programa de CaptaçãoPara que o país se consolide como destino de eventos no mundo, o Ministério do Turismo, por meio da Embratur conta com o programa de apoio à captação de eventos internacionais para o Brasil. Com este trabalho o país ganha destaque mundial no segmento de eventos.O programa de apoio à captação e promoção de eventos internacionais para o Brasil engloba a produção de dossiês de candidatura, envio de cartas de apoio, criação de apresentações visuais, estabelecimento de contatos em órgãos federais ligados ao tema, participação em visitas de inspeção técnica e organização de ações promocionais.* valor baseado no gasto médio do turista estrangeiro que vem ao Brasil a negócios - U$S 112,90 -, de acordo com a pesquisa Caracterização de Dimensionamento do Turismo Internacional no Brasil, 2004/2005, Fipe/Embratur.

Data: 19-10
Fonte: EMBRATUR - INSTITUTO BRASILEIRO DE TURISMO

http://www.girus.com.br/noticias/

[P:15] Crise aérea já causou 15 mil demissões no setor hoteleiro do Nordeste

A crise aérea brasileira está afetando diretamente o setor de hotelaria. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Eraldo Alves Cruz. Segundo ele, a região Nordeste é a maior prejudica com queda de 30% a 40% do movimento e estima-se que o setor já tenha demitido 15 mil funcionários na região. Eraldo Cruz conta que o movimento nos hoteis começou a diminuir com a venda da Varig, no ano passado, e piorou com os acidentes do Boeing 737 da Gol, em setembro de 2006, e do Aribus A320 da TAM em julho deste ano. Segundo ele, com a saída da Varig, vários aviões com destino ao Nordeste deixaram de existir. “Eram importantes e expressivos para o turismo internacional”, diz. De acordo com a Varig, em dezembro de 2005, a empresa dispunha de 58 aeronaves. Logo após a venda, passou a operar com 13. Segundo o presidente da ABIH, as regiões Sul e Sudeste foram as menos prejudicadas porque “são regiões interligadas com boa infra-estrutura de estrada, o que refaz o movimento”. Para Cruz, a proibição dos vôos chartes (usados em pacotes turísticos) no aeroporto de Congonhas também incidiu diretamente no turismo no Nordeste. Ele informou que nesta semana, a ABIH se reuniu com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para pedir a volta dos vôos. "Ele vai analisar a proposta de abrir os finais de semana para os vôos charters. Dia de semana, descartado”, conta. Segundo Eraldo Cruz , esse tipo de vôo “é o complemento básico da ocupação hoteleira no Nordeste” já que o turismo brasileiro é predominantemente gerado por turistas nacionais. Quase 50 milhões de brasileiros viajam pelo país, enquanto os turistas estrangeiros somam cinco milhões”. Para o presidente da Associação, a queda do dólar também teve conseqüências diretas sobre o turismo nacional. Ele explica que, além de diminuir o número de estrangeiros que procuravam o país pelas vantagens da moeda, com a queda do dólar o brasileiro está aproveitando para viajar para outros países e também para fazer cruzeiros. Mas, segundo Cruz, o setor sofre ainda com a falta de dados precisos. “É impossível dizer quanto perdemos”. Ele conta que, no primeiro período do apagão aéreo, o Rio de Janeiro, por exemplo, fez uma estimativa de perdas de R$ 25 milhões. Nesta semana, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que vai abaixar as taxas aeroportuárias do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, para atrair as companhias aéreas e diminuir o número de pousos em Congonhas, São Paulo. Segundo o ministro, o governo prepara um pacote de medidas para transformar o Galeão no mais importante aeroporto internacional do país. O secretário de Transporte do Rio de Janeiro, Julio Lopes, afirma que o estado pretende criar outras ações para atrair o turista, como uma diária gratuita em um hotel. Segundo ele, no projeto de reforma do Galeão, consta a instalação física para recepção de passageiros e tripulantes de jatinhos executivos nacionais e estrangeiros. Para Julio Lopes, este é um público que “não se importa com o preço. Paga mais para ter velocidade de serviço, segurança e conforto”.

http://www.voudemochila.com.br/com/news_view.php?id=481

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

[P:14] Pesquisa revela as ciladas do intercâmbio

Exterior - 15/10/2007

Os estudantes brasileiros que fazem intercâmbio no exterior – e estima-se que eles sejam 85000 só neste ano – ligam para os pais como nenhum outro, estranham os horários impostos pelas famílias estrangeiras e costumam engordar.
Essas são algumas das conclusões a que chegou uma pesquisa que ouviu 1 000 jovens de volta ao Brasil. O trabalho constatou ainda que muitos dos estudantes tomam inicialmente um susto ao se ver numa cidade típica do interior. O fato é que, no final, quase 100% deles dizem ter "adorado" a experiência. Especialistas ouvidos por VEJA se basearam no relato desses jovens para dar sugestões concretas sobre como enfrentar algumas das dificuldades mais comuns. Eles focaram em dois tipos de intercâmbio mais procurados no Brasil. O primeiro é o curso de línguas, que dura em média um mês. O segundo tipo é aquele em que o jovem fica hospedado numa casa de família e cursa um ano do ensino médio no exterior.
Clique aqui para ler a radiografia completa dos problemas – e as estratégias para superá-los
Fonte: Revista Veja (edição 17/10/2007)

http://viajeaqui.abril.com.br/indices/conteudo/noticias/58754_comentarios.shtml

[P:13] Brasil tem seis restaurantes de nível 3 estrelas

Brasil - 09/10/2007
“Quem não nasceu para servir, não serve para viver. Como bom baiano que sou, sei que o sol nasceu para todos, mas a sombra é só para alguns...” Filosofa Beto Pimentel, chef do melhor restaurante de comida baiana de Salvador. E os chefes estrelados do Prêmio do Guia Quatro Rodas sabem bem o que isso significa.
No seleto grupo das casas que ganharam as almejadas 3 estrelas estão: o carioca Le Pré Catelan, restaurante especializado em cozinha francesa, comandado pelo inovador Roland Villard; Olympe, também do Rio de Janeiro, que conta com o criativo chef francês Claude Troisgros; o clássico Antiquarius que serve a melhor comida portuguesa; o italiano e luxuoso Fasano; o mundialmente reconhecido D.O.M de Alex Atala; e o Locanda della Mimosa, único da lista fora do eixo das capitais Rio-São Paulo, localizado em Petrópolis, no Rio, que ainda levou o prêmio de melhor carta de vinhos.
Alex Atala, um dos chefes mais conhecidos e inventivos do mundo, define como é ser reconhecido dentro e fora do seu país, “ser premiado lá fora é maravilhoso, mas aqui, tem um sabor especial. Afinal, Flamengo é mais Flamengo no Maracanã”. (Por Talita Ribeiro)

http://viajeaqui.abril.com.br/indices/conteudo/noticias/58342_comentarios.shtml

terça-feira, 16 de outubro de 2007

[P:12] Circular Brasil



Projeto tem o apoio da Lei Rouanet e patrocínio da Petrobras


O projeto Circular Brasil levará para Belo Horizonte a música popular brasileira instrumental. O show será no dia 25 de outubro, com apresentação do baterista e percussionista Di Stéffano e seu convidado, o baixista Arthur Maia. O evento, que conta com o apoio da Lei Rouanet, acontecerá no Teatro da Biblioteca, a partir das 21h.O objetivo é promover o intercâmbio cultural e reunir instrumentistas com diferentes propostas musicais. Nesta atual etapa o trompetista Barrosinho e seu grupo Maracatamba, o acordeonista Luciano Maia, o baterista e percussionista Di Stéffano e o quinteto Pau Brasil recebem no palco ilustres instrumentistas do cenário musical, como Mauro Senise, Arthur Maia, Arismar Espírito Santo e Toninho Ferragutti.Eles apresentam-se para platéias às quais não estão habituados a tocar. Até o dia 15 de dezembro o projeto percorrerá São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife.Patrocinado pela Petrobras e sob a coordenação geral do músico Marcelo Guima, esta iniciativa apresenta a diversidade que a música instrumental ganha quando há um intercâmbio de elementos regionais. "Nesta quarta etapa do Circular Brasil, reuniremos mais uma vez instrumentistas com diferentes propostas musicais que apresentarão, ao lado de renomados músicos, a combinação de seus 'temperos', para platéias onde não estão habituados a tocar," ressalta Guima.O projeto realizou, nas edições anteriores, mais de 70 shows em oito diferentes capitais e incluiu este ano Campinas (SP). Marcelo lembrou dos preços populares e a diversidade cultural nas apresentações. "Damos um retorno para o público divulgando a música instrumental e, nesse caso, por que não fazer shows com preço popular".


Obrigada pela visita e Volte sempre!!!!!!!!!